18/12/2013

Catarse, cataclismo. Catalepsia.

Sol que se dá em nesga – o que se vê
de esguelha. Pudera a navalha de Ockham
valer-me em momentos como os
tais. Do ar se faz humor em movimentos in-
suspeitos – sob solicitações ao fígado, ora a
produzir bile negra, ora
cor de âm-
bar. Amor alheio lique-
faz-se em pó. Estepes descarnadas onde
cai, se estrepa – vive o vórtice. Pensa de novo.
Catarse, cataclismo. Catalepsia. Saber-se in-
teiro a navegar costumes i-
tinerantes. Cálculo obtuso em
conclusões – pra além de nós. Saber-se como candidatar-se às
loas do lazer – timbre espúrio. O que concatena ar-
dores, pura abstração. Saber-se alheio. Há
corpos espasmódicos. São módicos os sinais da
nova ginga. Coração do amor e os
males cardíacos. Toda legislação sumária. Nú –
que se percebe em si. O que seriam in-
dícios, ilações. Meneia à beira de mil 
gestos, superpovoado. Corpo vibra em
trepidação insone. Rugido ininterrup-
to. Trama oblíqua.

Valha-me superego.