29/11/2013

Exercício do tempo, todo berro 
mudo. Náusea da superinformação  fos-
se razão fumegante a analisá-la. Sob o tom
vespertino do hibisco em 
chá, o que e-
xala.

Soubéssemos nós a sensação do olhar 
quando a cara dura. Mecanismo plenamente in-
dependente. Na face, de fato, o i-
nominável.

Quando são aristocráticos – os
tiques. Toque de TOC. Toda foto, tudo 
que é tipo de desafio ao 
tempo está fadado a 
perecer. 

Se o tempo está 
fadado a perecer, daí 
supõem questão. Missa à metade não 
basta.

São trejeitos trespassados por 
temas como o-que-vão-pensar. Pensar em vão. Pois
se compõe com o dentro, quão 
centro é qualquer in-
put? 

Linguagem imputa as-
seios antes não
tomados.

01/11/2013

O-que-seria.

Entropia, palavra que tropica, tropeça. En-
tropia, atribui sentido às transformações ir-
reversíveis. Seta do tempo, o confundir-se
das coisas, fricção. Fricção aquece os corpos.
Energia cinética  nós como nós, aglomerados de
moléculas. Fresta solar a atravessar o
quarto – a pousar em meus
olhos.

Há fricção nisso? Torpor algo amniótico, um
calor afável. Levanto, passo alheio, como quem
presta homenagens à solidão. De repente,
percebo que faz calor. De repente, percebo o
ventilador em meio à tempestade. Que
papel. Tudo voando, ventilador ir-
risório.

Mas tudo é gravidade, tudo se atrai. Tudo é muito
corpo, tudo é mistério. Mister reconhecer que Deus
tem muitas faces, não tem nome.

Híbrido tem
existência au-
tônoma.

Passada a tempestade, instalou-se um
nevoeiro. Enxergo meus
passos através dele ou

fora de foco.