I.
Penumbra
é o próprio medo. Como fos-
se
não saber algo inteiro. Tiro no escuro,
corte-seco. O que trigramas
não comportam. Fiat lux.
Fez-se, de que serviu?
corte-seco. O que trigramas
não comportam. Fiat lux.
Fez-se, de que serviu?
Fé
cega à moda cé-
tica.
Põe-se a marca, mas
não
se atina a
sanha.
II.
Luz
refrata em linha reta. Cerne – o
que
sério, em última instância, o
que
ausente. Corpo etéreo fricciona em
pequenas
operações. Tudo assim vem
não
sei de onde, somando-se à
frequência
fóssil, ao
batuque
do corpo.
III.
Não
há compromisso en-
tre
o lar e o
longínquo.
IV.
Viemos,
vimos. Vencer é
mais
complicado, sujeito à
interpretação.
Quando consentir
na
abstração, numa a-
cepção
hetedodo-
xa,
que seja.
V.
Conluios,
votos de boa fé. Não se vive
sem.
Ferro de ter fé. História estelar do ferro.
Siderurgia
– quando o profundo é o próprio a-
lém.
Lenha na fogueira das
fissuras.
Tudo
vermelho.
VI.
Vento
que passa. Verificamos a
verificação.
Somos sólidos em
nosso
mineral. Corpo duro, al-
go
mais. Como se fosse idílio.
Tudo
sendo desde sempre. O
que
na febre arredia.
Ardorosos, chegamos a a-
creditar
que meros desencontros, acasos,
atrasos,
imprevistos dos mais
banais teriam sentido cósmico,
no ensejo de provar-
banais teriam sentido cósmico,
no ensejo de provar-
nos.
Nero
ou mero disparate.
VII.
De
tudo quanto é transe terá mais
que
um vigor. O esdrúxulo há de tornar-se
tema
singular. Obliterados, deixaremos
passar
o primal em
sua
mais crassa
banalidade.
VIII.
Sim,
tomaram precauções quanto a
certos
tipos de perdulário. Muito embora.
Tramóias,
trapaças, trecos, truques – o
que
nos constitui.
Exacerbações
semânticas.