31/10/2012

Nego

I.

O torpor – e / se quedo catatôni-
co / chega em tor-
no – cátaros / Bandeira – 

de mais triste / de mais triste é u-
ma mulher grávida /

qualquer mulher grá-
vida – não.

II.

Tantos amperes / o
lugar vazio – aplicado pelo facho / o 
que

fogo-fátuo – repulsa ao metano.

III.

Baticundum inespera-
do / mergulho inconsequen-
te –

despem-se as retinas / não se enxerga na-
da.

IV.

Quem dá mais – o can-
to da Suin-
dara / a rasga-mortalha – a-
gouro / o 

que se vê na pele – icterícia.

30/10/2012

Antiréquiem

I.

Ciano e magenta  o 

que fomais uma vez   

me dissolvo assim em Sísifo / ou 

melhor  

malabarista no risco metabólico das 

projeções imaginárias.

II.


Ela raspou a cabeça / re-

começou  no 
que / horizonte em cada córtex  

contemplar o mar. 


III.


Seria então – território cuja a-

derência o suportasse / pois –  

no que de pequeno segredo há 

pulsões – uma  lar-
ga caixa torá-
cica – um 

tônus.

20/10/2012

Virá

I.

Atarantado pelo a-
pupo – ali estava / o toco / o o-

co – qualquer não.

II.

Tropeçou – procedeu à
fase proliferativa / a
segunda no

processo de cicatrização – quando a 
neo-angio-
gênese / a produção de colágeno – a-

tiva-se o relé.

III.

Agora – esquivo-me do o-
xigênio – tropos-
fera pra lá – pareando o Sol / Nêmesis virá a

cada vinte e seis
milhões de anos.

IV.

Ruas – não passarão de
rugas / ou – quiçá / 

máculas no solo – em que mis-
sivas / o que talvez / em 

rotunda res-
sonância.

V.

Dispareunia – quando o trato como / o

canto lamurioso da es-
trutura metálica / e 

sabe-se o que no in-
vólucro  o 

quanto es-
capa.

18/10/2012

Catito mio

I.

No que escapa – o frame mor-
to / abulia – e / nem se sabe à vênia – o que / na

quarente-
na.

II.

Eletroconvulsoterapia – o bo-
te em / sua
dupla acepção – o mote / é – o

mistifório.

III.

O que extrapola – o que se leva dessa vi-
da é o que –
retém bitola / anodontia – o

que se quer
sem dentes.

16/10/2012

Serafina

I.

No que – de concreto / já na

pré do lé-com-cré / no que 
tram-

pa – o caos é capital /

traslado – e / 
tris-
mo 

colateral.

II.


No que dança / tanto faz – se


cinco dias / cinco tar-
des – nada mais / o

condicionamen-

to oní-
rico –

pungere.

08/10/2012

Quisera

I.

Rígido e insípido – o 
palito é revela-
do por sob o doce / o que seria então – migué / mas

no que impossível – cirro-
cumulus / o que de nuvem – em que / an-
tes –

foi como o véu.

II.

Tempestade – no que de anterior / no que é-
timo / é um
período de tempo / em que –

reserve a etiologia / e pois – quando me conec-
to mais
com o sob / en-

tão é que me vem / o que.

III.

O que da boca – peixe-tigre-golias / dentes que
só – no que a-

xônio algum dá conta – o
quilo e meio de cál-
cio no corpo / o rescaldo – a-

pagar o fogo. 

02/10/2012

Diz que deu diz que dá

I.

No que a / sus-
pensão condicional / sursis – no que / de in-
tempestivo / o que /

no ciclo sinódico –
talvez / quiçá.

II.

Pazuza – deus que
provê o ven-
to / a fissura velada – o que / de metadado / o

quiçá do que – superexposto / o

semblan-
te des-
figurado.