26/10/2020

Cabeça oca. Será que distraídos

venceremos? Reintegrados ao cosmo, talvez 

alguma coisa grandiosa aconteça. Talvez,

seja só a maré mudar, com o tem-

po.


O sol na cabeça. Não há porquê na

pressa. O tempo já não existe mais, embora

siga um ritmo catastrófico. Anomalias

geradas nas trocas estereotipadas

dos 


users.


Um batuque há de nos salvar. As-

sim produz-se o epitáfio. Como todas as

cores da mais possante das existências.

Com a impaciência dos

falidos. 


Ser agora é uma condição difícil.

Encontro tenso entre todas as dificul-

dades e todas as possibili-

dades. 


Nenhuma imaginação é possível

no somatório dos tempos. Restaria 

somente o que nega o mecanismo

fino da ilu-

são. 


Fora isso, são poucos. 

Quando muito. Cele-

bre.

19/10/2020

I.


Não foi um dia produtivo, hoje.

Fui caminhar justo na hora em que 

seria o pôr-do-sol.


A escolha do momento 

foi simples. Nada além de 

tornar plausível a  ilusão de 


que seriam meus passos a a-

tivar o mecanismo 


cósmico. 


II.


Penso no assunto. Repenso. 

Mesmo que fossem, não seria mais 

que um grande laboratório. Mera 

questão de presen-

ça.


Ainda assim, não teria 

sido um dia muito 

produtivo. 


III.


Na verdade, isso nem chegou a 

ser uma questão. Não seria preciso

admitir. 


Nem sempre de frente

pra vida. Esquivo. Reticen-

te. Flertaria com a 


probabilidade de haver

algo além? 


IV.


O que fica entre tem um  

pouco do que é não existente. 

Ou uma reminiscência. 


Pois qualquer música muito baixa 

parece memória. O que seria intuir o 

silêncio ruidoso do 


firmamento. 

12/10/2020

Seriam meras espículas 

a provocar essa vírgula,

não fosse a contraparte.

11/10/2020

Paciência é um vício. Mas as-

sim também não pode ser. Talvez o

grande propósito seja um 

projeto falido. 


Seguimos sem notar o limo

que surge nas coisas. Paciência

pode se tornar um vício. A 

não ser quê. Ou 


quem sabe.


Perceber nunca poderá ser 

na sua integridade. Algo que se

dê por inteiro. Por isso a es-

tatística segue desonrien-

tada.


Laringite. Cortisona. An-

tes fosse questão de 

profilaxia.


Narrativa é construção. En-

tropia é um dos seus nomes. .

O limo. A deteriora-

ção.

10/10/2020

O que pode e o que não pode der-

reter. Resta muito pouco. Resta quase 

nada. Já foi. 


Mas não pretendemos extinguir

as matas ciliares. A decisão deve ser a

que propõe des-

focar. 


Quando a maré vazante confirma 

o que já sabíamos. Estando alguém ain-

da no tempo, justo por esse motivo, 

torna-se impos-

sível.


Nunca se teve notícia de 

nada que fosse tão 

igual. 


Seríamos nós a 

prosseguir?  

09/10/2020

Vai saber. Partindo desse princípio,

não se chega a lugar algum. Digo, 

especificamente, porque sempre se

está em algum lugar. Ou vários. E

se quiser reunir versões de mim?

Será como antimatéria? Redescobrir 

o olfato, mas não elucubrar sobre

a conexão neural. Algo desconexa.

Pois canta o Santo Sepulcro. Nada 

além dos memes há de nos salvar. 

03/10/2020

I.


Não lembro mais como era.

É incerto o nome do que se passa

no corpo. Que o corpo entende como

seu. Não lembro mais


e talvez não seja o caso de me preocupar.

O que se fala, reverbera. Uma sinfonia dissonante.

Como se hão houvesse relação ou

fosse considerada inapreen-


sível.


II.


Plantar mudas sem expectativa de vê-las

prosperar. Será que posso me amparar

numa doutrina tão distante?


Quando a neura é sobreposta a trinta e sete

outras. Ruas desertas, à noite. De repente, a

multidão. O sol. O sol.


III.


Como decifrar enigmas tão

constituintes? Surge então uma es-

trada que, partindo das entranhas da

cidade, segue para qualquer outra

localização. Mas. Entretanto.


Porém o território é mapeado.

Tudo só se dá a-


qui.