I.
Palavra como
antimatéria – a que prolifera seu fim.
É de conhecimento
geral que, sim, eu digo sim, algo se cria –
ouvi falar que o
hidrogênio, não sei. Bota bonito nisso, babe.
Mas silenciaram a
candura daqueles prolegômenos tardios.
Bota boneco. A vida
toda, liturgia das horas.
A vida segue, não –
a vontade de que a frase estanque
nesse ponto. A vida
segue, não diante dos meus olhos,
nem por trás. Tem o
jornal, a novela e a
morte. Tem essa
novela, aquela outra e a
morte. A vontade –
o
substantivo mesmo.
II.
Reminiscências
bastante indefinidas perderiam a aptidão de
pulular em um
contexto tão estritamente tomado na a-
cepção mais pura.
Clica. Clica. Clica. É o que te dão de
melhor, até que a
LER nos salve.
Frases de efeito, a
dignidade que têm, o charme, nada disso
importa, são
sombras de outros tempos. Palavra como antimatéria,
ou melhor, como
antimatéria e matéria em sua dança fatal.
III.
Quem descobre a
melodia? I see trees of green, red roses too.
Não, não, nada
disso. Quem dera, talvez. Talvez.
Toda a potência que
tem esse lugar onde se dá a vida. Se não –
a vontade de que a
frase estanque nesse ponto. Se não fossem as
contradições, não
sei. Se não fossem as contradições,
estaríamos
perdidos. Estaríamos –
e toda representação
possível
do riso.