Incêndio subterrâneo em
Centralia. Cidade que já não. Tubos que exalam. Calor das
entranhas. Carvão sublimado – sobe. Devir mineral. Pero Nero
geológico. Como se o pênis do sol. Explosões de plasma. Minas fulgurantes. Partir. Pra onde? Possibilidade de possibilidades. Imune –
indiferença axial do dia que nasce. Noite betume. Sem código
postal. Tubos que exalam. O que foi matéria orgânica. Miasma
distante. O que retorna. Infortúnio de alguns. Aleksei Stajanov
extrai mais de cem toneladas de carvão numa só jornada. Torna-se
doutrina. Torna-se herói nacional. El súper masculino. Três e não
quatro. Diz-se do imperador transex que afogou convivas em pétalas.
Natureza é primeira pessoa. Elementar. Tudo o que aspira. Astrônomos procuram por água no infinito. Água – receptáculo de vida. Águas
calmas ou revoltas. Águas nos espelham. Águas nos sufocam. Alguns
répteis caminham sobre. Nós não. Incapazes. Não podemos. Depois
da tempestade. Submergimos. Imergimos. Poderíamos caminhar sobre as águas se o fizéssemos a pouco mais do que cem quilômetros por
hora. Não podemos. Incapazes. Teria uma tempestade salvado
Centralia? Sentido tem que instituir-se. Ir-se embora. Boa hora.
Horoskopos. Catálogo nababesco de contratempos e catástrofes.
Catexia da libido. Em seu templo. Cláusula pétrea. Polifonia das vontades. Mandalas. Musas são singularidades desencadeadas por
modulações ambientais. Marca d'água – agora. Se Marte fosse um
pouco maior. Da série – já não era sem tempo. Antes tarde do que
nunca. Banal. Saccharomyces fermenta o pão. Saccharomyces constrói o
cristianismo. Na morte se perde o eterno. Mil braços – tudo
alcança. Feixe. Foco. Monstros emergem da lisura dos mares. Repente.
Há sempre o dialógico. Kraken. Leviatã. Dois gumes. Sustentar o
tranchã. Escuridão conduz ao sono. Entregue aos psicopompos.
Difusos. Feixes de luz. Relâmpago. Raio atinge o Vaticano à renúncia do
Papa. Tremei.
27/06/2014
12/06/2014
Sorvia, era meu.
Conjunções são in-
capazes de solver séries
caóticas. Que se dão.
Como pandemia que
atravessa fronteiras sem
reconhecer guaritas. Metonímia alguma bas-
taria para nomear o es-
panto frente à morte – súbita. Ou
taria para nomear o es-
panto frente à morte – súbita. Ou
nem tanto. Foram lançados
às urtigas. Re-
ceberam trato de polé. Encenaram nau-
ceberam trato de polé. Encenaram nau-
maquias com mais de três
mil barcos. Havia
corpos nus, enviesados, sincrônicos.
Mas o
corpo de polícia. Mas o
corpo des-
troncado se dá por
trocados – tits for tips. Meta-
nóia. Pensar além. Não lugar. To-
da uma escatologia. Desacato.
da uma escatologia. Desacato.
Corpos coletivos que
engendram sin-
fonias de alarmes –
mil. Composição in-
cidental de vestígios
sonoros emitidos por vizinhos –
mil. Berro. Berro é
inserção territorial, dilatar o es-
copo do corpo, comoção
cortante, crescer. Ar-
regalar os olhos,
ostentar o branco dos olhos, a-
firmar-se. Corpo, usina
que se esgota, sina do epi-
táfio, viver mata.
Espavento e zás. Mudos. Pan-
tomima é o que nos resta
– não temos prática.
Desnutridos, exangues,
expelimos o que ainda.
Ainda. Espanto.
Vento. Nuvens que se assemelham a
tecidos
animais.
Saímos da vila em vilegiatura e
voltamos pra vila – sem mais. Como verdadeiros
bufarinheiros em
desbum, repassamos bu-
gigangas de toda sorte, toda espécie. Brincos
forjados com os restos empilhados de
Purpura haemostona, molúsco do qual
se extrai a púrpura a partir de uma
Saímos da vila em vilegiatura e
voltamos pra vila – sem mais. Como verdadeiros
bufarinheiros em
desbum, repassamos bu-
gigangas de toda sorte, toda espécie. Brincos
forjados com os restos empilhados de
Purpura haemostona, molúsco do qual
se extrai a púrpura a partir de uma
secreção
branca que
se deixa ao sol. Calor.
se deixa ao sol. Calor.
Com
o estio acabamos por es-
boroar,
pul-
verizarmo-
nos.
Não.
Cinco noites passarei sem
dormir. Sonho há de
tomar de vez os
lapsos da a-
tenção. Não.
Antes me
candidatar à a-
nimação sus-
pensa. Poesia não é ver-
bo, tampouco substância. Olhos
soltos nas órbitas não decidem em que
focar. Estrela d'alva. Considerar. Estrela d'alva
focar. Estrela d'alva. Considerar. Estrela d'alva
não é estrela. Estou no
Rio de Janeiro, que
não é rio. Céu
cruento. Entremeio das
vontades. Batem palma
sobre as anfractuosidades
amenas do areal. Não sou
nenhuma virgem vestal.
Sei que ondas de choque
apagam incêndios. Efêmero.
Cobras superaquecidas
devoram a si
mesmas. Oroboro é a
morte. Infinito é o
fim.
Mão que escreve, eu
corto. Sangue não há de
correr dos
coágulos des-
localiza-
dos.
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