Foi
tudo rápido, estímulo e resposta. O ruído veio num crescente,
efeito doppler, de lá pra cá. Veio de novo, outra vez. Na quinta,
dei um salto pra estabelecer contato visual com a fonte do ruído.
Não era um carro assim tão condizente com o que se pode esperar de um bom
carro de bandido, era mais carro de playboy. A decepção foi
inevitável, o diabo é no detalhe. Passo a algo assim como
questionar a qualidade do metal. Mas que matéria é essa que o
habilita a varar meu espectro visual com a presteza de um anjo caído?
Há na verdade uma profilaxia toda específica para exatamente este
tipo de personagem.
Homem,
homem,
homem,
entre as criaturas conscientes de Alá,
a
única que se pode perceber indistintamente.
Djinn.
Que
gênio, que potência indefinida, que demônio habita aquele
automóvel? Aí já se tem por estabelecido que com o Deutsches
Institut für Normung (DIN), o Instituto Alemão para Normatização,
é assim, dá-lhe uma sequência esdrúxula de variáveis numéricas
e ok. Não. Que demônio, que potência indefinida toma posse de um
carro? Não se pode saber.
Então
às favas com a questão.
Favas
quiçá de baunilha bourbon
de
Madagascar.
Toda
a reminiscência da baunilha,
a
faca a desvelar seu ventre,
o
aroma.
Aí
vem um sujeito e sintetiza a baunilha, descobre a vanilina, o
piperonal, os componentes do seu óleo essencial, pronto, cria um
odorizador automotivo, inclusive um que tenha o design moderno e
inovador que combina com o seu carro, que combina com você.