18/04/2013


Foi tudo rápido, estímulo e resposta. O ruído veio num crescente, efeito doppler, de lá pra cá. Veio de novo, outra vez. Na quinta, dei um salto pra estabelecer contato visual com a fonte do ruído. Não era um carro assim tão condizente com o que se pode esperar de um bom carro de bandido, era mais carro de playboy. A decepção foi inevitável, o diabo é no detalhe. Passo a algo assim como questionar a qualidade do metal. Mas que matéria é essa que o habilita a varar meu espectro visual com a presteza de um anjo caído? Há na verdade uma profilaxia toda específica para exatamente este tipo de personagem.

Homem,
homem,
homem, entre as criaturas conscientes de Alá,
a única que se pode perceber indistintamente.

Djinn.

Que gênio, que potência indefinida, que demônio habita aquele automóvel? Aí já se tem por estabelecido que com o Deutsches Institut für Normung (DIN), o Instituto Alemão para Normatização, é assim, dá-lhe uma sequência esdrúxula de variáveis numéricas e ok. Não. Que demônio, que potência indefinida toma posse de um carro? Não se pode saber.

Então às favas com a questão.
Favas quiçá de baunilha bourbon
de Madagascar.

Toda a reminiscência da baunilha,
a faca a desvelar seu ventre,
o aroma.

Aí vem um sujeito e sintetiza a baunilha, descobre a vanilina, o piperonal, os componentes do seu óleo essencial, pronto, cria um odorizador automotivo, inclusive um que tenha o design moderno e inovador que combina com o seu carro, que combina com você.