Vai saber de quem se quer a-
mor. Alguém, na solidão dos
prédios vizinhos, pode não es-
tar interessado em
contem-
plar o voo dos
pássaros.
II.
Não há mais pássaros para se-
rem contemplados. Não existe a-
mor no RJ. Há pólvora. Há uma turba em
polvorosa. Mensagens, mensagens –
nada a di-
zer.
Há um gozo lou-
co e voluptuoso – que não goza. Ou
melhor, que não inclui o ou-
tro. O tal do próxi-
mo.
Vai saber de quem se quer amor.
III.
Ainda há alguns pás-
saros. Tiês-sangue. An-
dam taciturnos, mas nu-
trem gran-
des
expectativas.
IV.
Em tempos como es-
se, nenhuma beleza po-
de ser desperdi-
çada.
Nota: nunca mais re-
clamar do
barquinho.
V.
Da janela, observando os
que possivelmente ob-
servam, percebe-se a a-
proximação da tem-
pestade.
trágico.
Ainda se pretende a-
garrar com as mãos as
águas da tem-
pestade. As fú-
rias pal-
páveis. Es-
pasmos e ran-
ger de den-
tes
não nos representam.
VI.
A fissura encon-
tra-se a uma pro-
fundidade que se me-
de em quilômetros e
mais quilômetros –
digna de u-
ma Fossa das
Marianas. Digna de u-
ma fos-
sa.
barquinho.
V.
Da janela, observando os
que possivelmente ob-
servam, percebe-se a a-
proximação da tem-
pestade.
Mas ainda há dis-
posição pra virar a
chave em que se
dá o
Ainda se pretende a-
garrar com as mãos as
águas da tem-
pestade. As fú-
rias pal-
páveis. Es-
pasmos e ran-
ger de den-
tes
não nos representam.
VI.
A fissura encon-
tra-se a uma pro-
fundidade que se me-
de em quilômetros e
mais quilômetros –
digna de u-
ma Fossa das
Marianas. Digna de u-
ma fos-
sa.
VII.
Somos seten-
ta e cinco por cento á-
gua – por vol-
ta disso.
O fluxo até que
poderia se dar de u-
ma for-
ma,
ma for-
ma,
talvez, mais
natural. Só que
não. Não é as-
sim.
sim.