Eu. Eu que. Eu
quero.
Não paro nunca de querer.
Eu quero que minha fala, es-
sa fala condicionada, tolhida, fora o
que é demais por dentro
participe da verdade dos tempos.
Não me interessa a autoridade
dos togados, tão prosaicos e vulgares
emsuas manobras, com todo o
fastio que lhes é de praxe.
Não paro nunca de querer.
Eu quero que minha fala, es-
sa fala condicionada, tolhida, fora o
que é demais por dentro
participe da verdade dos tempos.
Não me interessa a autoridade
dos togados, tão prosaicos e vulgares
emsuas manobras, com todo o
fastio que lhes é de praxe.
Quero. Quero que o
sopro
de minha voz ajude a colocar na roda u-
ma série de percepções difusas de
um tempo caleidoscópico. Dis-
por do sopro, mesmo que
com semblantes vaporosos,
não seria, portanto, em
vão.
de minha voz ajude a colocar na roda u-
ma série de percepções difusas de
um tempo caleidoscópico. Dis-
por do sopro, mesmo que
com semblantes vaporosos,
não seria, portanto, em
vão.
Estaria mais
conectado, pelas
próprias características físi-
co-químicas dos elemen-
tos gasosos.
Movimentos homeostáticos
constituem o próprio pulso, sem-
pre uma forma de aproximação,
automatismo catastrófico. A
próprias características físi-
co-químicas dos elemen-
tos gasosos.
Movimentos homeostáticos
constituem o próprio pulso, sem-
pre uma forma de aproximação,
automatismo catastrófico. A
respiração. O sangue
nunca deixou de
pulsar sob as
grandes narrativas
dessensibilizantes.
Tudo tão natural, tão in-
trínseco. A verdade dos tempos
não é como outras verdades, não
tem o poder de se impor como
tal. A cada novo dia, o desejo
do mundo pode não
acon-
tecer. Mas acontece.
nunca deixou de
pulsar sob as
grandes narrativas
dessensibilizantes.
Tudo tão natural, tão in-
trínseco. A verdade dos tempos
não é como outras verdades, não
tem o poder de se impor como
tal. A cada novo dia, o desejo
do mundo pode não
acon-
tecer. Mas acontece.