11/11/2015

É que tô começando a me tornar um
coroa desses que andam de sunga amarela pelas
ruas ostensivamente praianas desse
Rio de Janeiro, entende? O momento em que o
verbo dilui o fundo branco, por exemplo, é
marcado pela possibilidade de que se diga que
vivo a flor dos anos setenta. Vivo em
todos os tempos em que antepassados galgaram
cada um dos seus passos evolutivos.
Prestar atenção nas circunstâncias é
a maneira mais vulgar de
lançar ao vento os estertores.
Compõe a fabriqueta visceral uma
série de continuidades que não cede à
masmorra. Tem-se em conta o pulso em que a
sincronia deixa turva as ilações do peito.
Com aparelhos adequados poderíamos notar a
cadência em que a pleura e o pulmão confiam
sua seiva aos iogues. Só espero que não nos
esqueçamos da homeostase em sua manifestação
positiva, repleta de outras aspirações. Ando com os
pés quase-calçados com chinelos, não tô grilado.
Não tô? Certa orquestra de zunidos, zumbidos, silvos,
fricções, habita, ainda agora, o interruptor de minhas
noites cálidas. A conjunção não se move de maneira alguma,
pelo contrário, mantém-se estática. Aditiva, nunca outra coisa.
Por que não? Seres semoventes criam padrões quando se
distribuem no espaço, formas interessantíssimas.
Pago os juros da longa puberdade que se traça em
minhas pretensões de espasmo. Jamais
chegaria a dizer que esse ou aquele sai do eixo a que o
tônus também está sujeito, pobre diabo. Quem?
Teria feito vista grossa e implementado uma série
de vírgulas em toda a sucessão de entornos,
mas alguma coisa ao longe pareceu
proferir saberes de outros tempos.
O tempo de não ser ainda aguarda a
piscadela que o olho do saber
não chega a penetrar. Justo
dessa maneira é que a banda toca.
O que acontece depois é o que
se dá no decorrer, o que se dá após, o que rola.
Às vezes parece que só dei por mim com a deriva.
Fica assim o sobrenado como espécie
particularmente peculiar em sua forma anestésica.
Friso também que outras teses estão em voga.
Ou seja, não se queixe, não se cale.
E tenho dito.