Acendo o lume como fosse algo banal. Não estou mais aqui.
Não há nada aqui pra se ver. As vontades tornaram-se viscosas
e nelas flutuamos sem propósitos mais específicos. Ninguém
há de cifrar as marcas de um tombo que se deu a fórceps. Anilina
alguma há de amenizar os dejetos que povoam miríades do ser.
Tomem os dados, não pretendo mais jogá-los. Dissequem meus
hábitos, terão um quadro perversamente banal. Somos todos, afinal,
homens de bem. De bens. Não saberia definir as palpitações de minha
condição social, tampouco os olhares enviesados. Acredito estar
preparado para comprar minhas próprias cuecas. Fumo mentolados
como forma de explorar novas maneiras de estourar meu corpo.
Teço esmeros com anseios e projeções inócuas. Bajulo a mácula
genérica, a que se põe a mover colhões desnecessários. Branco
pode ser a cor da paz por refletir toda a luz, não absorvê-la.