12/06/2014

Sorvia, era meu. Conjunções são in-
capazes de solver séries caóticas. Que se dão.
Como pandemia que atravessa fronteiras sem
reconhecer guaritas. Metonímia alguma bas-
taria para nomear o es-
panto frente à morte – súbita. Ou
nem tanto. Foram lançados às urtigas. Re-
ceberam trato de polé. Encenaram nau-
maquias com mais de três mil barcos. Havia
corpos nus, enviesados, sincrônicos. Mas o
corpo de polícia. Mas o
corpo des-
troncado se dá por
trocados – tits for tips. Meta-
nóia. Pensar além. Não lugar. To-
da uma escatologia. Desacato.
Corpos coletivos que engendram sin-
fonias de alarmes – mil. Composição in-
cidental de vestígios sonoros emitidos por vizinhos –
mil. Berro. Berro é inserção territorial, dilatar o es-
copo do corpo, comoção cortante, crescer. Ar-
regalar os olhos, ostentar o branco dos olhos, a-
firmar-se. Corpo, usina que se esgota, sina do epi-
táfio, viver mata. Espavento e zás. Mudos. Pan-
tomima é o que nos resta – não temos prática.
Desnutridos, exangues, expelimos o que ainda.
Ainda. Espanto. Vento. Nuvens que se assemelham a
tecidos animais. 
Saímos da vila em vilegiatura e 
voltamos pra vila – sem mais. Como verdadeiros 
bufarinheiros em 
desbum, repassamos bu-
gigangas de toda sorte, toda espécie. Brincos 
forjados com os restos empilhados de 
Purpura haemostona, molúsco do qual 
se extrai a púrpura a partir de uma
secreção branca que 
se deixa ao sol. Calor.
Com o estio acabamos por es-
boroar, pul-
verizarmo-
nos. Não.
Cinco noites passarei sem
dormir. Sonho há de
tomar de vez os
lapsos da a-
tenção. Não.
Antes me
candidatar à a-
nimação sus-
pensa. Poesia não é ver-
bo, tampouco substância. Olhos
soltos nas órbitas não decidem em que 
focar. Estrela d'alva. Considerar. Estrela d'alva
não é estrela. Estou no Rio de Janeiro, que
não é rio. Céu cruento. Entremeio das
vontades. Batem palma sobre as anfractuosidades
amenas do areal. Não sou nenhuma virgem vestal.
Sei que ondas de choque apagam incêndios. Efêmero.
Cobras superaquecidas devoram a si
mesmas. Oroboro é a
morte. Infinito é o
fim.

Mão que escreve, eu
corto. Sangue não há de correr dos
coágulos des-
localiza-
dos.