Imperativo íntimo, voz que se pode chamar,
por
vezes, musa. Essa voz que se ouve, na verdade,
com
a memória filogenética – será imaginação? Voz inaudita,
que
tantas vezes passa por capricho, o
melhor
deles.
Confabulo,
então, os porquês da ação. Que fazer com a i-
maginação?
Não
sou nada yuppie,
nem
comuna.
Não
me classificaria a-
teu,
tampouco ortodoxo.
Não
me enxergo exatamente conforme o que se espera de um
brasileiro.
Não sei onde é que pega o tanto de portuga,
de
árabe,
quiçá.
Sou
tudo isso e mais, em série, até o ponto em que me torno o
inominável.
Fernando, omitiria até o sobrenome.
Fernando,
com a arbitrariedade desse nome,
escolhido
por meus pais – tênue
carapaça.
Pois com todo star system, com todo gozo
da identidade, não se
pode esquecer que a Madonna tem um irmão
mendigo. MDNA, era o
nome do álbum. Euforia é tudo isso. Eu,
espectador privilegiado
de meu próprio drama.
Terceira ou Quarta fila.
Não ficar muito em cima.
Cuide
do figurino você também, platéia!
É o
avatar negativo do messianismo, isso. De que serve teu sonho?
Pode
ser a blusa a desbotar, posso ser eu.
Por não poder permutar a mim,
compro
outra blusa. Sonho não serve. Vou,
talvez
em voo – sem cabos
de
aço.