08/09/2013

Erotismo é onde, o que se diz, apolíneo e
dionisíaco, essa dicotomia se desfaz. Belo é também
simetria. A pulsão é cega – comer o belo. Devorá-
lo. Beleza ostenta a sacralidade dos daemons, potên-
cias da natureza, tendo dispensado o ha-
lo –

por vezes.

Quantos infernos ainda hei de pers-
crutar antes de perceber que
arquitetura acalma? Despedida an-
tecipa o dia do encontro – dada a
fatalidade. Frio seco não adentra os
corpos de maneira tão in-
cisiva.

Umidade é canal.

Quando só, estou só – quando os lábios 
secos. Não há negociação. Toda a eloquên-
cia enredada. Faces quase a engatilhar a
paranoiaVerbo que se demanda é
vão. Palavras ao ar, ain-
da a voz do

solitário.