Que a vida destrate, maltrate,
ainda assim dedicarei a ela servidão
voluntária.
Que o saber da benesse
de estar no tempo não
me abandone.
Não quero o voo impossível,
prefiro juntar-me à revoada dos
guaxos, quando passam, seguir
com o bando,
pelos ares. Mesmo que seja
só imaginação. Mesmo que
seja só.
Prefiro o encanto com o
deslocamento incorpóreo dos
xamãs.
Acho melhor até mesmo
admirar os feitos da engenharia
aeroespacial, ainda que não faça
ode ao capital.
Gozar de tudo que é
também impuro chama-se
viver.
Gonzaguinha me
entenderia.