I.
Caminhar por entre
memórias. Minhas, tuas,
nossas. Deslocar-se.
Só isso.
Familiaridades revelam-se
em lugares inusitados. Mesmo
que difusas,
por vezes.
II.
Aos poucos, elaboramos um
mapa que nunca mostra-se
por inteiro.
Composto por partículas
discretas, que parecem
propor padrões.
Num mapa orgânico.
III.
Não se sabe pra onde
caminhamos.
Mas é inegável que há
um gosto nessa possível
deriva.
E não é pequeno.