Alvorada. Cena 1
Acordo após um sono inquieto. Não há chance de retomá-lo. Saio para o quintal, onde Vênus me aguarda, solitário. Ato contínuo, percebo na penumbra uma galinha morta. Algum morcego vampiro chupou-lhe o sangue. Ela também teve um sono inquieto.
Madrugada. Cena 2
Estou sentado no centro de um pátio concretado. Não sei como fui parar nesse lugar. No entorno do pátio, há um mato denso, cheio de vida. Há também uma profusão de sons desconhecidos. Meus fantasmas logo se apresentam. Após alguma hesitação, dou-lhes enfim as boas vindas.
Manhã. Cena 3
Observo sombras que se deslocam lentamente sobre as colinas. Isso em preto e branco, assim como nos filmes antigos. O trabalho não deixa de ser feito. Mas no que diz respeito ao sol, pouco importa, nesse momento, a compreensão da luz. Sua intermitência é nossa. É tudo que somos.