Por alguns instantes, não quero que
meçam. O desconhecido não costuma
negar nada. Porque o estranhamento é das
relações mais ternas. Ou pode ser. Mas
também pode es-
capar.
Entenda. Não entenda.
O que se vê, nunca será o
que é visto. Por exemplo. Repare.
Todo serelepe. Aparentemente,
numa situação favorável. A
própria imagem da
bonança, diria.
Isso quando plasmado numa foto. Mas
será que ele está ali? Não há em-
plastro. Felicidade é
sobrepreço. Ga-
na.
A gente não precisa ir ao
fundo. Blá. Três tigres tristes. Sete
glândulas endócrinas. La passion. La
passion. Mas a lua azul não é a-
zul – e ainda pode ocultar-
se por sobre as
nuvens.
Tempestade. Quando o céu,
iracundo, enxágua a terra. Aliás,
antes de ser mãe, a terra foi as-
sexuada. Ser mais, sendo
menos.
Por que não há sujeito. Somos um
belíssimo mecanismo. Mas
quem sou?
Quando o sol levanta, meu nome é
barbárie. Na vida, você tem que ser
diferente. Ser deferente. Solução pro
mistério é que não
há.
Imperativos, há
aos montes. O que não lhe
disseram é como reconhecer o
que falta. Como situar-se
no
presente.
Certamente, há al-
go além. Tic-tac é só uma
das organizações possíveis. Mas
o que é isso? Corte. Outra cena.
A questão ficou
no ar.
Uma reticência ir-
remediável. Mas a potência
trágica me anima. Realiza a i-
minência do salto e a
possibilidade da
queda.
Movimento. Sigo, er-
rante, como quem
deseja. Eros faz de
todos
poetas.