O mundo vem pela indefinição
do olfato. Vem também por uma
vontade que não cessa. Mais.
Mais. Até que não haja.
Pois então seguimos nessas
configurações absurdas. São obras
de arte. São mais ou menos
lícitas.
Fumando, espero – como diz o tango
que Lucía canta lindamente. Inalando
o que já foram queimas rituais.
Inalando substâncias que apresentam
tendência a mover-se além. Sigo dessa
maneira. Aterro aos poucos.
Compartilho a natureza de toda luz –
que é mineral. Ouso incorporar sem muita
cerimônia tudo que já foi do sagrado.
Este, que se refere a essa pessoa
hipotética. Sempre hipotética.
O inefável me azucrina.
Nada a dizer. Prefiro não tecer loas reverentes
à exaustão. Das horas, no mais, tem sido
o fluxo.
Que seja inteiro.