28/03/2019

I.

Que confusão.

Mas toda essa bagunça é
também uma delícia,
pelo que abre. O
sopro.

Massa mode.

Aí você pega o impulso e a
recompensa, junta os dois,
gruda bem grudado. Já foi.

Vazou.

II.

Bricávamos com as 
máximas. Gozávamos com as 
palavras de ordem. Mas o 
processo é esse mesmo. O 
processo não é propriamente o 
bem. 

Mais uma vez. Mais uma vez. 
Calma. O excesso me com-
põe. Ofereço-me em 
sacrifício à neurose dos 
homens. Consumir 
cada milímetro 
cúbico de um 
corpo não in-
teiriço. 

Seguir, seguir. Nada a 
fazer, ou seja, tá tudo em 
aberto. Um berro. Um suspiro. 
Uma fala reticente.

III.

Encaro nesse momento
uma série de possíveis de-
turpações da ideia de pas-
sagem ao ato. Evadir-se-me.

Todas essas causas que dan-
çam ciranda comigo 
no meio. Com as 
tundras no ho-
rizonte. Um 
frio que 
dói. 

Não é razoável recorrer a 
supostas analogias com ritmos 
que nunca foram ditados.

IV.

Mas vai dizer o que é
de valor. Como escrever a
linha de baixo de um 
reggae? Digo, não em
notação musical.

Como viver a
linha de baixo de
um reggae? 

V.

O que há é o que há.
Verdade. A gente tem
que reconhecer que is-
so já se dizia, há

muito. 

Não há quase nada. N 
reações diferentes. Agir. 

VI.

Fogo mesmo é que o único 
amor incondicional é o que a 
gente nutre pelo
sintoma. 

Uma palavra. Qual?