19/03/2013

A vida vai num longo contínuo e cessa.

Bastaria algo à toa, viver num casebre, um
sobrado, o piso de outrora demarcando a ausência,
um sobrado que já não.

Também aquele que deste território fez de corpo, o
quase-herói, falido, natimorto – o silêncio vem

e vem.

Qualquer toque é nuvem possível e no seguinte arrebatamento, mil coisas,
nada, indefinição de afetos. Só o tronco é que sabe, fica o trato assim no tálamo,
no máximo, nos arredores, não volta, não parte,
fica ali,

pouco adiante só. Tratamos de antiguidades suaves.
Ninguém há de provar que sopapo em bode é carinho, o
que se tem é que, talvez e assim por diante.

Diria que faltou-lhe um amor. Quem sabe
aquela do edifício em frente poderia ter sido um perfume inteiro,
sonho almiscarado, sombra e neon.

Sua bela bela bela tez não se deixava perceber por sob a placa de pancake e
dele nem sequer se deu por ciente, tampouco lambeu-lhe espinhos.
Ninguém se deu por tal,

fá-lo-ia quem?

Qualquer toque é nuvem possível,
isso é o que se diz por reverberação de referências que ninguém sabe,
mas o que seria tanto enxofre?

Esteve ali um homem quando os pavimentos.
Nada lhe disse o vigia do prédio ao lado, nenhum mapa,
nenhum comentário fuleiro.

O vigia não o via, vigiar seria luxo nessa conjuntura.
Brisa é o que se passa no arrepio do de repente na rua e sobe a espinha.

Um que foi.